Anja Koretic

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Dói

Dói-me minh'alma abandonada,
os instantes, o tempo eu tenho perdido;
à noite, que sinto o tremendo ruído,
sem ti, o silêncio de madrugada.

Dói-me a promiscuidade desnudada,
que fui a mulher sem nunca ter sido,
às vezes, que por baixo do meu vestido,
tenho apenas a alma, mais nada...

Dói, dói-me o humano desamor
possuindo a Terra feliz e valente,
e dói-me este absurdo da dor!

Daí a loucura de sentir-me doente
por ver o mundo sem ter raiva, furor,
mas só o Amor por toda a gente...